Dancing and cryin...


Parecia que eu tinha dormido ouvindo uma daquelas musicas que me lembravam boate e eu desejava acordar e não acordava. Sentia como se eu não tivesse ali e que as coisas estavam fora do lugar, como se não pertencessem ao que estava acontecendo... Devia estar estampado no meu rosto apático, meu espirito literalmente estava longe, totalmente desligado... Não conseguia pensar em nada, só no desejo estúpido, idiota de voltar no tempo. Só desejava mais uma vez... pra sempre mais uma vez! É assim que funciona.
É fato que algo dentro da gente sempre sabe quando uma coisa chega ao fim, uma certeza tão estranha que não se sabe de onde vem... mas vem, sempre vem.
Então torna-se necessário pegar tudo o que vc quer falar, tudo o que vc sente e guardar só com vc, como se não tivesse existido.
Na verdade o que aconteceu foi uma mistura de sentimentos, isso não tem a ver com expectativa, mas com vontade, entende?! Depois de tudo o que me foi dito no sábado, fiquei num estato inerte, como se tentasse de alguma forma me proteger, tem certas coisas que eu prefiro não saber, mas fico sabendo, por causa da minha curiosidade extrema...
Depois, passei a desejar ser quem eu não sou, todo esse sentimentalismo, essa saudade, essa sede por entender, compreender e um inconformismo, essa aceitação e uma vontade incontrolavel de que tudo mude. E parece que quanto mais desejamos esquecer alguma coisa, mais ela se torna viva.
Meu Beijo,
Kaká.
PS.: Deixando Florbela Espanca


O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!

Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...

1 comentários:

Rudson disse...

ô.Ô

gostei do texto, muito bem escrito !

parabéns esta se tornando uma profissional !!

;)


Rudico!